A capacidade instalada de energia da Índia ultrapassa a marca dos 500 gigawatts.
As energias renováveis representam mais de metade da capacidade total, atingindo a meta da COP26 cinco anos antes do previsto.
NOVA DELHI — O setor energético da Índia atingiu um marco significativo, com uma capacidade instalada superior a 500 gigawatts a 30 de setembro de 2025, segundo o Ministro da Energia, Pralhad Joshi. Esta conquista sublinha a rápida expansão da energia renovável no país e o progresso constante em direção aos seus compromissos climáticos.
As estatísticas da GlobalData indicam que a capacidade instalada total da Índia atingiu os 500,89 gigawatts, sendo que 256,09 gigawatts foram provenientes de fontes não fósseis — ultrapassando ligeiramente os 51% do total — e os 244,80 GW provenientes de fontes fósseis. Esta é a primeira vez que a energia renovável domina a matriz energética da Índia.
No setor das energias renováveis, a energia solar lidera com 127,33 GW, seguida pela energia eólica com 53,12 GW. Só no ano fiscal de 2025-2026, a Índia adicionou 28 GW de capacidade de energia não fóssil e 5,1 GW de capacidade de energia fóssil, o que demonstra o forte impulso da sua transição para a energia limpa.
A 29 de julho de 2025, a energia renovável da Índia satisfez 51,5% da procura total de eletricidade do país, de 203 GW, estabelecendo um recorde histórico. Este marco aproxima a Índia de atingir a sua meta “Panchamrit” — 50% de capacidade energética não fóssil até 2030 — cinco anos antes do prazo, como prometido na COP26.
O rápido desenvolvimento da Índia impulsionou-a a tornar-se o quarto maior produtor mundial de energia renovável, com a actual capacidade instalada a triplicar desde 2014. Esta expansão não só impulsiona o país para a sua meta de emissões líquidas zero, como também gera oportunidades substanciais de emprego tanto em áreas urbanas como rurais.
Para além das conquistas internas, a Índia planeia doar 25 milhões de dólares (2,21 mil milhões de rupias) ao Fundo Solar Africano, no âmbito da Aliança Solar Internacional, apoiando projectos de energias renováveis distribuídas e fora da rede em todo o continente.
Entretanto, o governo indiano está a estudar um plano de resgate de 11,5 mil milhões de dólares (1 bilião de rupias) para ajudar as distribuidoras estatais de energia endividadas a estabilizar as suas operações e a atrair investimento privado de grandes empresas do sector, como a Adani Power, a Tata Power e a Reliance Power.


